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Qual o papel do CIO hoje em dia?

Published by Stela Lachtermacher
July 26, 2019 @ 9:50 PM

A diretora da BP- Beneficência Portuguesa de São Paulo, Lilian Hoffmann fala das mudanças do líder de TI no novo dia a dia no painel do próximo Encontro CIONET, no dia 8 de agosto, em São Paulo, sobre o CIO Construindo sua Marca. Veja a entrevista dada por Lilian antecipando parte do conteúdo que será debatido no evento.

 

CIONET BRAZIL - Você acredita que o CIO tem hoje um papel diferenciado e reconhecido na empresa, diferente do profissional lembrado quando algum equipamento de TI falha?

Lilian Hoffmann – Certamente, o profissional de TI hoje é reconhecido de modo mais amplo, ele é  alguém do negócio. É através da tecnologia, da tão falada Transformação  Digital que ele pode ocupar esse lugar de destaque onde a TI sai desse lugar de suporte, dá ideia de que a tecnologia só era custo para a empresa e a tecnologia vira negócio, então é cada vez mais importante que o profissional sente nas mesas estratégicas e possa dar sua contribuição.

CB- Se sim, como isso foi construído na empresa onde atua?

Lilian – A primeira realidade para que a tecnologia consiga ocupar o seu local com certeza é a cabeça do grande sponsor, do CEO da empresa. E na BP eu tenho o privilégio de ter uma CEO que entende a importância de cada um dos seus diretores na condução da estratégia da instituição.

CB - O que vc acredita que a área TI e sua liderança agregaram ou podem agregar de valor ao negócio e aos procedimentos diários?

Lilian - A tecnologia não só pode agregar automação seja a partir de processos mais ágeis, a partir de robotização mas, ao mesmo tempo, a área de TI pode agregar sendo parte do negócio. Então quando a gente fala, citando um exemplo do segmento onde atuo, que a tecnologia promove o prontuário eletrônico do paciente; ela embarca ferramentas de segurança; ela faz parte do negócio a medida em que você tem sistemas de vigilância clínica onde a tecnologia ajuda o médico a detectar uma piora eventual no paciente, além disso a  ela pode, por si só, abrir novas fontes, novos caminhos de negócios. Um exemplo na BP é um projeto que acabamos de encerrar o MVP – Mínimo Produto Viável onde temos uma plataforma utilizando realidade virtual que pode ajudar no tratamento cirúrgico dos médicos. Se pensarmos essa é uma tecnologia que temos interesse que ela aprimore cada vez mais as práticas médicas; que etapas cirúrgicas possam ser bastante ensaiadas. Ao mesmo tempo a gente pode encarar esta tecnologia como um novo negócio onde a empresa passa a fazer parte de um business onde antes ela não atuava. Esta relação de agregar valor deixa de ser somente em automação, no controle, na segurança e no suporte e passa a agregar novos modelos de atendimento como telemedicina, entre outros.

 

CB - Como se dá a relação da liderança de TI com as áreas no dia a dia?

Lilian – A TI na BP é muito inserida na prática diária. Quando falamos de um grande sistema em um hospital a gente fala do prontuário eletrônico que pode armazenar todas as informações do paciente, seus exames, suas imagens, e a TI se sente totalmente responsável pelo processo de atendimento do paciente. Temos por exemplo ferramentas de beira leito que fazem com que o paciente quando vai receber uma droga esta seja totalmente rastreada: a etiqueta do paciente; a etiqueta da droga e o sistema avalia e dá o sinal verde para o profissional de enfermagem. Chamamos de cinco certos: a droga correta, o paciente correto, o horário correto, a dosagem correta e a via correta. E a tecnologia está tão perto porque a TI se sente responsável e sabe que a segurança do paciente depende dela também. E na prática esta proximidade leva a conhecer o negócio, comitês de negócios, a gente também usa programas de inovação. Chamamos de modelo híbrido na qual a tecnologia traz inovação para a área de negócios e vice versa. Nesta oportunidade a gente consegue que esta proximidade seja mais forte do que no dia a dia porque você tira a cobrança e juntas estas áreas promovem algo que é bom para os para o paciente, para o profissional e para a empresa.

 

CB - E com a alta direção? Eles também passaram a enxergar a TI de maneira diferente?

Lilian– Eles também passaram enxergar a TI de maneira diferente. Claro que falo do âmbito da empresa onde atuo mas hoje com a transformação digital a gente não quer mais esperar pelo serviço. A gente quer ser auto suficiente. O mesmo na saúde, onde o paciente quer ter tecnologia que o permita, como cidadão, ter seu auto cuidado, fazer suas avaliações, portar seu prontuário para que cada um possa tomar as decisões. A gente costuma dizer que em relação à tecnologia o paciente não só te que estar no centro mas tem que estar porque sentado à mesa porque é da saúde dele que a gente está falando e isso não é propriedade do hospital.

O Encontro CIONET Brazil acontece na sede da FIA da Av. Dra. Ruth Cardoso, 7221, mezanino, das 8:30 às 12:00 horas. O Encontro é voltado a líderes de TI e tem participação gratuita mediante inscrição no link  https://br20190808.eventbrite.com mas o número de vagas é limitado.

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